
Na última quarta-feira (17) os ministros do STF decidiram, por oito votos a um (os outros dois ministros não estavam presentes na sessão), que o diploma de jornalismo não deverá ser mais obrigatório para o exercício da profissão, fato que gerou muita controvérsia.
Apesar de não ser jornalista, também não simpatizei muito com a decisão. Primeiro porque fico imaginando como estão se sentindo os graduados depois dessa resolução, os quais terão sua profissão de certa forma banalizada. E ademais, porque achei os argumentos usados para a derrubada do diploma muito fraquinhos.
Dizer que a obrigatoriedade de uma graduação fere a liberdade de expressão chega a soar meio estranho, pois até onde eu sei seria de fato antiético um jornalista expor sua opinião em uma reportagem. Seu papel não é o de opinador, mas sim o de mediador da verdade social, cuja função é repassar os fatos cotidianos de acordo com a realidade e não de acordo com sua visão. Pelo menos é o que deveria acontecer. Afinal, jornais não são blogs, comumente repletos de “eu acho” e “eu penso”, não é mesmo?
Além disso, o leitor-autor sempre teve uma vasta liberdade para expor seu ponto de vista em jornais, revistas, rádio e etc., tanto é que é corriqueira sua colaboração através de colunas, dos “envie seu texto”, “espaço do leitor” e “participe” da vida.
“O jornalista não é um opinador público ou portador de uma espécie de registro que supostamente lhe daria o mandato, exclusivo, para opinar. Ao contrário, por dever ético e eficácia técnica, o jornalista não manifesta seu pensamento no exercício profissional.“ Edson Luiz Spenthof, presidente do FNPJ (Fórum Nacional de Professores de Jornalismo).
“O argumento é estapafúrdio, pois confunde liberdade de expressão com o exercício da profissão de jornalista. É tão absurdo quanto dizer que todas as pessoas que não escrevem nos jornais, ou não aparecem no vídeo apresentando notícias em telejornais, ou não tem voz nos programas jornalísticos do rádio, têm sua liberdade de expressão cassada.” José Carlos Torves, diretor da FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas).
Outro argumento – este até meio bobo – é o de que escrever é uma arte e como tal, não precisa ser aprendida ou aperfeiçoada em universidades, visto que é um dom como o da música ou o da poesia. Acontece que soltando uma dessas, a pessoa acaba por reduzir a profissão de jornalista apenas à escrita e se começarmos a analisar as profissões por ângulos tão singulares e simplistas, então bastaria alguém ser bom ouvinte para se tornar psicólogo, concorda?
Repito, não sou jornalista, mas imagino que a profissão seja bem mais abrangente do que isso, ou será que na faculdade não se ensinam a responsabilidade social, a ética, conhecimentos sociológicos e antropológicos, conhecimentos políticos, dentre outras mil coisas? O Ministro Gilmar Mendes acha que não, uma vez que alegou que os profissionais da impressa não carecem de conhecimentos específicos para o bom exercício da atividade. Mas essa opinião a gente pode até deixar de lado, já que ele não é nenhum expert no assunto. Além do mais, não vamos esquecer que o presidente do STF já andou processando jornalistas que o criticaram e também não é lá muito a favor das recentes e várias denúncias da imprensa que recaíram sobre ele durante seu mandato.

O importante mesmo é abrir os olhos para o fato de que quem trabalha com comunicação deve estar bem ciente do que e como estão sendo passadas as informações, visto que estas mexem com a vida das pessoas de diversas formas, tornando o trabalho delicado.
Assim, deve haver o mínimo de responsabilidade, de ética, de seriedade e de transparência por parte de quem propaga a notícia. Afinal, a imprensa não é vista como o quarto poder? Não entendo como não são necessários conhecimentos específicos para administrar uma força de tamanha dimensão. Se nos dias de hoje a mídia já se apresenta demasiadamente tendenciosa, partidária e sensacionalista, se diversos jornalistas mesmo formados ainda divulgam um monte de bobagens de forma tão inconsequente, deixando os princípios que aprenderam na universidade de lado, será que não seria ainda mais perigoso deixar a responsabilidade de formação de opinião pública nas mãos de qualquer um? É um caso a se pensar.
De qualquer forma, passo para outra justificativa de não obrigatoriedade da graduação: a de que muitas pessoas exercem a profissão mesmo sem terem o diploma. Bom, acontece que se isso fosse uma justificativa pertinente, então o fato de muitos praticarem a medicina ilegalmente levaria a não necessidade de um diploma de médico, por exemplo. O que seria, no mínimo, absurdo.
Aí alguém pode até contra-argumentar e dizer que no caso da medicina é mais perigoso, uma vez que o falso médico poderia prejudicar o paciente de forma irreversível. Ora, mas e quando uma notícia é mal veiculada ou inverídica ela também não é capaz de ferir a imagem e a honra de uma pessoa, prejudicando-a muitas vezes irreversivelmente? Lembrem-se de que são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem dos indivíduos. Está na Constituição, ora bolas.
Ademais, deixar de exigir o diploma só porque há excelentes jornalistas que não são diplomados não justifica essa decisão do STF, visto que se assim o fosse, os rábulas – estudiosos de Direito que antigamente exerciam a profissão sem diploma – deveriam exercer a profissão sem o diploma até hoje. E aí, como fica? O que posso declarar, então, é que essa é uma justificativa boboca.
Quanto ao argumento de que existem muitos cursos de jornalismo de má qualidade… Francamente, com esse eu tenho até que rir! Muitos defensores da derrubada alegam por aí que os cursos de jornalismo não têm atendido aos padrões de qualidade necessários para uma boa formação profissional. Como se não existissem cursos de Direito, de História, de Letras, de Odontologia, de Turismo e etc. que também não atendessem a esses padrões, não é? Por acaso vão desregulamentar todas essas profissões por causa disso? Tenha dó. Melhorar a educação ninguém quer, mas amontoar o mercado de trabalho com profissionais cada vez menos qualificados, aí, sim, pode. O ensino já é tão bom no nosso país, já temos uma população tão culta, uma mídia tão sem defeitos! Pra que diploma, não é mesmo? Ou seja, mais um argumento descartável.
“Notei que um dos argumentos mais usados tem sido o número elevado de cursos de jornalismo e a análise generalista de que são de má qualidade. Com o grande número de cursos concordo, mas tornar senso comum que os cursos em geral não são bons, discordo frontalmente. Há exceções, como os cursos de formação de outras profissões, mas nem por isto se defende que deva haver uma completa desregulamentação das profissões ou o retrocesso de que parteiras retornem em condições de igualdade com médicos, rábulas como advogados e mestre-de-obras como engenheiros. O que nos compete, enquanto cidadãos, é a cobrança e a fiscalização do Estado para que tenhamos cursos de qualidade.” José Carlos Torves.

Outra coisa que achei interessante foi o fato de a representante da Sertesp (Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo), Tais Gasparian, ter afirmado durante o julgamento que a obrigatoriedade do diploma surgiu como forma de restringir a liberdade de expressão na época da ditadura. Bom, sobre a liberdade de expressão já falei o que eu acho, então pula. O interessante mesmo está no fato de que foram os jornalistas as maiores vítimas, os que mais sofreram e os que mais lutaram contra o regime ditatorial e, no entanto, os próprios não acham que a obrigatoriedade de uma graduação fira qualquer tipo de liberdade. E aí, o que dizer? Ora, não há o que dizer!
Está mais do que óbvio o interesse dessas empresas de rádio e de televisão e também é evidente o interesse político por trás de toda essa questão. Não se enganem, meus caros, pois é algo que sempre existiu! Tanto é que quem manda mesmo nesse país é a tal da mídia graúda, os “barões da imprensa”, os grandes veículos de comunicação. São estes os que representam realmente o quarto poder. São estes que alienam e que estipulam padrões, juntamente com as publicidades e afins. E isso não é de hoje.
Todo esse discurso de não obrigatoriedade de diploma interessa principalmente aos donos desses meios de difusão que agora vão determinar quem pode ou não ser jornalista. E isso é bastante perigoso, uma vez que estes proprietários acabam por se tornar, também, donos das idéias dos profissionais que trabalham em suas empresas. E por consequência, donos da consciência de um povo esponja, que absorve um imenso leque de informações sem um pré-julgamento, sem uma peneira de bom senso.
Se com a exigência de graduação, vários, repito, vários jornais, revistas e programas de rádio e televisão já eram infestados de influências políticas e empresariais, quem dirá agora com a não obrigatoriedade. Já vejo um mundo de novas “Veja”s, de novas “Globo”s, um mundo de nepotismo, um mundo de partidarismo, um mundo de sensacionalismo, um mundo de alienação. Tudo o que já existe, com uma pitada a menos de valores éticos.
Fora isso, uma conta é bem fácil de fazer: é preferível pagar pouco para qualquer um não graduado a pagar um tanto a mais para um diplomado. Vai dizer que não?
“Toda a preparação acadêmica para o exercício do jornalismo está fundamentada na preocupação de que, aproveitar-se do acesso aos meios de comunicação para emitir a própria opinião, ou a do proprietário do veículo, constituiria privilégio inaceitável do ponto de vista ético.” Edson Luiz Spenthof.
“É como dar aos lobos o cuidado do galinheiro.” Sérgio Murillo de Andrade, presidente da FENAJ.
“Faz parte de regulamentação a formação específica. O problema não é só ter o diploma. A questão é ter uma boa qualificação. Deixar a formação nas mãos do mercado é muito perigoso. Os jornais e veículos de comunicação formarão profissionais com uma visão estreita de empresa.” Antônio Carlos Queiroz, diretor do SJPDF (Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal).

Enfim, não simpatizei com a decisão do STF em virtude dos motivos que já explanei, mas mesmo assim penso que tal resolução não mudará tanta coisa no jornalismo brasileiro, visto que continuará existindo a informação tendenciosa, sensacionalista, distorcida e alienante, bem como profissionais (e agora não profissionais) de quinta que cospem na categoria dos jornalistas que realmente têm algo a acrescentar à nossa sociedade.
Infelizmente, nosso governo não está interessado em melhorar a qualidade do jornalismo do nosso país. É mais fácil lavar as mãos – e com sabonete –, pois quanto maior a ignorância, maior é o poder de manipulação. Fazer o que?
Sortuda mesmo foi a tal da Iris Stefanelli, que entrou de sacoleira no BBB e saiu com um currículo invejável: modelo, atriz, apresentadora e agora, jornalista. Viva o futuro do jornalismo brasileiro. Viva…












Muito bem construido o texto! Você é jornalista? Sei que não.
O fundamental está na nossa formação que forma os pilares de suporte para nossa resistência e o obvio é que a qualidade do serviço irá fuder o que já é fudido!
Bom agora voce me mata de vez. Mas tambem sou contra essa obrigatoriedade.
Mas vamos a redação:
Antes de tudo, constitucionalmente, nenhuma atividade de cunho intelectual ou artistico pode ser regulamentada, vai contra o princípio de liberdade de expressão. Esse é o embasamento primario da medida tomada e eu concordo com ele totalmente. Lembrando que toda a discussão foi voltada ao jornalismo como forma de expressão e nao as funções técnicas ligadas a profissão (para as quais existem os cursos técnicos e superiores de curta duracão, aos moldes do que ja acontece com outras áreas, como publicidade) , esse papo de que jornalista nao se expressa é uma falácia. Inclusive um dos grandes slogans de campanha da folha de Sao Paulo era “É possivel contar mentiras dizendo somente a verdade”. Ética profissional, imparcialidade e eloquência não são exclusividades de jornalistas, tampouco o canudo garante as mesmas.
falando mais especificamente sobre a “proibicao”, todo esse conceito de “voce nao pode falar o que voce sabe ou acha porque voce nao tem autorização pra isso” é meio assustador nao acha? Imagine as pessoas impedidas de escreverem blogs e sites por falta de diploma de jornalismo, ou de criarem um podcast, por exemplo. Acho muito perigoso. E sim, isso deve ser inserido na questão. Mais uma vez retornamos ao mau uso de leis desnecessárias.
Com relação a salários, é meio que padrão no mundo inteiro que o salário se adeque a formação acadêmica, quem tem nivel medio ganha menos, superior mais, doutorado mais ainda. Esse modelo é válido. Mas o mercado tem que ter a liberdade de poder contratar um funcionário de nível compatível com a função. Hoje passamos por um processo de distorção que aponta para um caminho muito perigoso nesse sentido e essa medida amenizou isso.
Devido a adequação salarial citada acima, criou-se a ideia que so quem tem curso superior consegue um bom emprego porque ganha mais, atualmente uma ilusão, sustentada entre outras coisas, pelas tais regulamentações.. Isso possibilitou a criação da industria do diploma, um monte de faculdade merda, formando profissional merda (tem faculdade hoje fazendo casadinha, pague um curso superior e faça outro grátis). Resultado, o mercado se nivelou por baixo. Ter diploma deixou de ser diferencial e virou regra e os profissionais formados não tem competência técnica pra exercer as suas funções (Mais de 90% dos barchareis em direito que prestaram o ultimo exame da OAB/SP foram reprovados). A solução foram os cursos de pós graduação, o tal MBA, onde as pessoas aprendem específicamente a função que pretendem exercer e não aprenderam na faculdade. Todo mundo quer ter pós-graduação e as faculdades adoraram (de novo a casadinha, faça um curso superior e leve a pós junto). Isso aponta pra um cenário onde ao invés de uma empresa contratar um técnico pra diagramar por X, ela é obrigada a contratar um jornalista (que não tem a mesma competência técnica para tal) por 2x e pra fazer o trabalho decente acaba com um jornalista com pós graduação em diagramação por 3X.
O mercado vai regular pra baixo sempre, mas dentro do padrao de qualidade que almeja. Tem jogador de futebol que ganha 400 reais por mes e tem jogador que ganha 400 mil. É isso que difere o Barúnas F.C. do Real Madrid. Natal sempre vai estar na segunda divisão do jornalismo, com ou sem diploma, é uma questão de mentalidade, não de regulamentação.
Enfim, sempre sera desejável a qualquer empresa um profissional com um bom curriculo acadêmico, mas a obrigatoriedade neste caso específico, é uma intervenção estatal totalmente desnecessária. Jornalistas bons terão o seu lugar garantido sempre, já os mediocres, principais beneficiados pela regulamentacao, devem sim se preocupar, de preferencia voltando a faculdade e aprendendo alguma coisa.
Caramba, Marcio… Acabei de acordar e você já me vem com esse textão! Tem pena de mim não, é? kkkkkkkkkk De qualquer forma, enquanto tomo meu cafezinho, vamos lá…
“Antes de tudo, constitucionalmente, nenhuma atividade de cunho intelectual ou artistico pode ser regulamentada, vai contra o princípio de liberdade de expressão. Esse é o embasamento primario da medida tomada e eu concordo com ele totalmente.”
Realmente é primário, mas no sentido de ser bem infantil (hehe). Primeiro porque, como já disse, um jornalista de verdade não deveria expor seu ponto de vista em suas reportagens, afinal ele não é comentarista, colunista ou “blogueiro”. Seu papel é o de divulgar os fatos de acordo com a verdade (digo a verdade verdadeira) para que o leitor tome suas próprias conclusões. Pelo menos deveria ser assim. Acontece que isso se tornou bastante complicado, pois os jornais muitas vezes são compostos de notícias tendenciosas, verdades mascaradas, inverdades, tudo para beneficiar os interesses da empresa difusora. E isso é um fato! Jornais daqui do RN mesmo são assim. Concordo que, realmente, a exigência de um diploma não fará com que atitudes antiéticas deixem de existir, seja porque o jornalista é meia boca mesmo, seja por que o proprietário do veículo de comunicação está disposto a defender os seus interesses a qualquer custo.
“Lembrando que toda a discussão foi voltada ao jornalismo como forma de expressão e nao as funções técnicas ligadas a profissão (para as quais existem os cursos técnicos e superiores de curta duracão, aos moldes do que ja acontece com outras áreas, como publicidade)”
Só pra constar que parte da discussão foi voltada aos conhecimentos técnicos da profissão, sim, tanto é que até se comparou o curso de jornalismo aos cursos de moda e culinária. Tinha que ser o Gilmar…
“(…) Esse papo de que jornalista nao se expressa é uma falácia. Inclusive um dos grandes slogans de campanha da folha de Sao Paulo era “É possivel contar mentiras dizendo somente a verdade”.
O slogan da Folha só demonstra o que eu já falei: a idéia é da empresa e não do jornalista. Pode ser que os empregados da Folha concordem com o conceito do slogan, mas pode ser também que algum não concorde. E aí, ele vai pedir demissão por causa disso? Muitas vezes ele acaba aceitando porque tem que botar comida na mesa, não é mesmo?
E só pra constar: esse slogan é uma bosta.
“Imagine as pessoas impedidas de escreverem blogs e sites por falta de diploma de jornalismo, ou de criarem um podcast, por exemplo. Acho muito perigoso.”
Você deveria se informar melhor, Marcio. A obrigatoriedade de um diploma para o exercício de profissão não chega sequer a abranger blogs e afins. Isso, sim, seria ferir o direito à liberdade de expressão. Para criar este blog, por exemplo, não precisei de nenhum documento que confirmasse minha formação na área de comunicação. Para ser colunista, comentarista, articulista, ou algo do gênero, nunca foi obrigatório um diploma. Afinal, segundo a própria Constituição, temos, além do direito à liberdade de expressão, o direito à liberdade de pensamento: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato.” Ou seja, eu posso me manifestar sobre o que eu quiser, desde que me responsabilize por isso.
“Enfim, sempre sera desejável a qualquer empresa um profissional com um bom curriculo acadêmico, mas a obrigatoriedade neste caso específico, é uma intervenção estatal totalmente desnecessária. Jornalistas bons terão o seu lugar garantido sempre, já os mediocres, principais beneficiados pela regulamentacao, devem sim se preocupar, de preferencia voltando a faculdade e aprendendo alguma coisa.”
Bom, Marcio… Eu não falei nada diferente disso. É mais do que evidente que nos dias de hoje uma graduação não serve para medir de uma maneira definitiva as aptidões de alguém. Eu só penso que os argumentos usados para a derrubada do diploma foram muito infantis e primários. E isso não quer dizer que os argumentos utilizados pelos grupos a favor também não tenham sido, afinal eles sucumbiram.
Além disso, o que acho um absurdo é o Ministro Gilmar Mendes, por exemplo, falar que um diploma não isenta um jornalista de ser antiético e de difundir inverdades, e ao invés de o governo providenciar alguma medida para melhorar a qualidade do jornalismo brasileiro, que contém muita porcaria, simplesmente abre as porteiras, lava as mãos. Afinal, melhorar a educação ninguém quer. Dá muito trabalho, não é mesmo?
E outra coisa que não é impossível de acontecer é o tal do favoritismo. Quando uma empresa de comunicação pode contratar um “adiplomado” para fazer parte de seu quadro, é muito provável que sejam contratadas pessoas mais próximas, que com maior facilidade aceitam propagar as notícias de acordo com os interesses da tal empresa. Isso sempre existiu, mas agora o leque de opções ficou maior. Bem maior.
Gabao, so digo uma coisa.
Eu e voce numa mesa de bar a coisa ia ate de manha…. kkkkkkk
É verdade, viu! E haja cachaça! kkkkkkkkkkkkk